PARTO E PUERPÉRIO

O parto é uma experiência muito marcante na vida de uma mulher.
É, ao mesmo tempo, o momento mais esperado e o mais temido. Muitas são as preocupações das mães à medida que esse momento se aproxima: especialmente em relação à dor, à segurança do parto e à saúde do bebê.
Parto e Puerpério
Sabemos que o parto normal é o que apresenta maior segurança e melhor recuperação para a mãe e para o bebê. A grande maioria das mulheres consegue ter partos normais sem maiores complicações e muitos dos medos em relação ao parto normal não são verdadeiros. Quanto mais bem informada e tranquila a gestante estiver, melhor o processo de parto. E, nos casos em que a cesárea esteja indicada, é importante que a mãe entre em trabalho de parto, assegurando que o bebê já está maduro para nascer.

Independente da via de parto, o mais importante é assegurar que o parto seja adequado e respeitoso para a mãe e para o bebê. O melhor parto é sempre aquele em que mãe e bebê ficam saudáveis. E o contato pele a pele logo após o parto favorece bastante o vínculo entre mãe e bebê e o estabelecimento da amamentação. A menos que haja alguma complicação médica, o bebê deve ir para o colo da mãe assim que nasce, seja em parto normal ou cesáreo.

A partir daí, o mundo muda. Novas rotinas, nova configuração da família, um período de intensas transformações. A expectativa de felicidade com a chegada do bebê se mistura a muitos outros sentimentos: cansaço, insegurança, medo de não ser capaz de cuidar do bebê. 
O período de aproximadamente 40 dias após o parto é chamado de puerpério. É nesse período que a mãe está se adaptando aos cuidados com o bebê e seu corpo está se recuperando do parto. Não é fácil. Os primeiros dias costumam ser bastante cansativos e com muitas dúvidas. Isso é completamente normal. Nenhuma mãe sabe tudo, nem está totalmente preparada. A mãe vai se desenvolvendo aos poucos, no cuidado com o filho e com o apoio das pessoas que estiverem ao seu lado nesse momento. É normal se sentir um pouco triste em alguns momentos, especialmente nas primeiras semanas após o parto, o que costuma melhorar à medida em que conhecemos melhor o bebê e entramos na rotina de cuidados com ele.

Porém, quando esses sentimentos de tristeza e desesperança forem muito intensos ou prolongados, é necessário procurar ajuda. Algumas mulheres desenvolvem depressão pós-parto e não diagnosticar e tratar esse transtorno compromete a saúde da mãe e do bebê.

O que podemos fazer para esse período ser o melhor possível?

- Aceite ajuda sempre que precisar. Não tente dar conta de tudo. Os dias com um recém-nascido voam e parece não dar tempo para nada. Nem tudo vai sair como planejado.

- As pessoas dão muitas opiniões sobre o que é certo nesse período, para a mãe e para o bebê, e podem deixar a mãe confusa e desestimulada. Anote suas dúvidas e converse com o pediatra.

- Tente ter um pouco de tempo para você, nem que seja para um banho;

- Tome bastante líquido e tente fazer uma alimentação saudável; 
 
- A amamentação é um processo de adaptação nem sempre fácil. Não se julgue se tiver dificuldades. Os bancos de leite são ótimos apoios nesse momento.

Nada compensa mais que ver esses bebês lindos que acabaram de chegar. Vê-los crescer saudáveis é uma grande alegria e faz tudo valer a pena