VACINAS SALVAM VIDAS!

As vacinas nos protegem contra doenças terríveis, capazes de causar sofrimento, sequelas e morte. Esse fato não pode ser refutado. Há mais de 60 anos as vacinas têm se mostrado eficazes e seguras. No início do século XX a mortalidade infantil era muito alta no Brasil e no mundo, em grande parte por doenças infectocontagiosas. Com a melhora das condições de vida e a vacinação em massa da população, muitas doenças graves e altamente contagiosas foram quase erradicadas.
vacina que salva
A Organização Mundial de Saúde considera a vacinação uma das formas mais eficientes de prevenir doenças e evita entre 2 a 3 milhões de mortes por ano. Entretanto, os movimentos antivacina vêm crescendo no mundo todo, inclusive no Brasil, que tem um dos melhores calendários vacinais do mundo. Segundo dados do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, as metas de vacinação não foram atendidas nos últimos dois anos. Como entender que alguém decida expor seu filho a doenças tão graves e potencialmente mortais?

Só para se ter uma ideia, a rubéola é uma doença relativamente banal em adultos, mas se a mãe for contaminada na gestação, a criança pode nascer com defeitos cardíacos, problemas de visão, surdez, retardo mental. Esse cenário mudou intensamente com a vacinação e hoje, felizmente, temos poucos casos de crianças com rubéola congênita. Podemos falar também de muitas outras doenças que em um passado não muito distante foram causa de morte e sofrimento em inúmeras famílias e hoje estão controladas, graças às vacinas.

Alguns pais simplesmente dão menor importância às vacinas por não terem presenciado as epidemias que ocorriam no passado, e por isso achar que estas doenças estão totalmente controladas. Ou que, com o passar do tempo, as crianças poderiam adquirir uma certa imunidade natural e já não precisariam de vacinas. Outras pessoas alegam motivos religiosos, filosóficos, medo de reações colaterais e outros motivos, quase sempre infundados e baseados em grupos de discussão na internet. À medida que os pais recorrem às mídias sociais para coletar informações sobre a saúde dos seus filhos, acabam tendo acesso a muito conteúdo impreciso e enganoso.

Os argumentos usados pelos grupos antivacinas não têm nenhum fundamento científico. Não há qualquer evidência de que as vacinas causem intoxicação ou sobrecarreguem o sistema imunológico. As vacinas são usadas no mundo todo, com segurança e eficácia. Elas usam partes das bactérias e dos vírus causadores de doenças para estimular nosso sistema imunológico. Quando entramos em contato com o agente infeccioso, nosso organismo já sabe como se defender. E isso é importante para toda a população.

Muitas pessoas temem que as vacinas aumentem o risco de autismo. Nenhum médico ou pesquisador sério pode apresentar algum dado científico para provar isso. O único médico que apontou essa possibilidade perdeu a licença médica e foi obrigado a reconhecer que seu trabalho era falso. Também não há nenhum estudo que mostre intoxicação por qualquer vacina ou seus conservantes. Profissionais comprometidos com a saúde sempre vão indicar vacinas.

Quando uma parte da população deixa de ser vacinada, criam-se grupos de pessoas que podem contrair a doença, o que possibilita a maior circulação dos agentes infecciosos. Se esses agentes se multiplicam, não afetam apenas aqueles que escolheram deixar de se vacinar, mas também todos aqueles que não podem ser imunizados, seja porque não têm idade suficiente ou por terem algum problema de saúde.

Ou seja, vacinar é muito mais que uma escolha pessoal para o seu filho. É um compromisso com toda a população. Se o seu filho de 5 anos contrai catapora por não ter tomado a vacina, ele pode contaminar um recém nascido, que pode desenvolver uma forma muito grave da doença. Também pode contaminar todos aqueles que tem a imunidade comprometida, como pessoas com problemas crônicos de saúde, idosos, transplantados. A decisão de pais de não vacinar uma criança pode representar doença e morte para ele e para um número de outras pessoas que não tiveram a chance de escolher.

O Brasil tem um excelente programa de imunizações, gratuito e à disposição em todos os postos de saúde. Mantenha as vacinas atualizadas e cuide bem do cartão de vacinas. Em caso de dúvidas sobre vacinas, converse com o seu pediatra, obtenha informações seguras e fuja de modismos e informações sem base científica. Vacinar seus filhos é um ato de amor e responsabilidade.